NÚMEROS DA CIDADE

São Paulo é a capital do maior estado do país e um dos mais importantes focos de desenvolvimento do hemisfério sul. A Região Metropolitana de São Paulo, terceiro maior aglomerado urbano do mundo, é o centro das atividades industriais, financeiras, de serviços e comércio do país.

Destaca-se no contexto nacional por sua expressiva participação na economia, respondendo por cerca de 35% do Produto Interno Bruto - PIB. Robusta e diversificada, a economia paulista possui o mais amplo parque industrial do país e um mercado de trabalho caracterizado pela qualificação de sua mão de obra.

A Grande São Paulo é constituída por 31 municípios conurbados, que vêm se desenvolvendo nas últimas décadas, através do crescimento populacional e evolução econômica.

A capital é responsável por concentrar o maior volume de empregos, empresas e investimentos. Entretanto, pelo fato de haver alto nível de saturação, o mercado na região vem se descentralizando e migrando da capital para os municípios conurbados e mesmo para outras regiões.


São Paulo em números

Fundação: 25 de Janeiro de 1554
População do município: 11.253.503
População do estado: 41.262.199
Área: 1523,3 km²
Densidade: 7387,69 hab/km²
IDH: 0,841
PIB: R$ 443.600.102,00
Taxa média de desemprego do município: 5,99%



Habitação

O déficit habitacional no estado de São Paulo totaliza a necessidade de 1.060.499 moradias, o que representa um percentual de 19,12% do total nacional. Na esfera municipal, a capital mantém uma participação de 48,12% da carência estadual, com a necessidade de suprir 510.326 moradias adequadas para a população. Do total de domicílios existentes no estado de São Paulo, 5,83% deles ou 748.801 encontram-se em aglomerados subnormais (assentamentos irregulares conhecidos como favelas, invasões, entre outros), e são responsáveis por concentrar 6,62% da população do estado. Na capital, o número de domicílios nestas condições representam 9,95% ou 355.756 das moradias, onde residem em condições precárias mais de 1,28 milhão de pessoas (11,42% da população do município). Nas cidades conurbadas, os números dos aglomerados subnormais são menores e totalizam 240.723 mil moradias, onde vivem por volta de 881 mil pessoas que representam 12,13% da população residente nestas localidades.


Transportes

Carros

Na última década, a frota de automóveis no estado de São Paulo registrou um crescimento acumulado de 71,76%, sendo importante ressaltar que este resultado foi quatro vezes maior que o crescimento populacional, que foi de 11,41% no mesmo período. Somente a capital paulista foi responsável por um crescimento acumulado de 48,03% na última década, enquanto a população cresceu 7,84%. A taxa de crescimento média nos últimos cinco anos é de 2,88%. Apesar da constatação positiva que uma parcela maior da população está tendo acesso ao transporte privado, o lado negativo é que apesar deste crescimento não houve grandes mudanças estruturais, a condição das ruas e avenidas pouco mudou e estas estão recebendo um número de carros cada vez maior. Essa combinação resulta no complexo problema de imobilidade urbana, que os cidadãos paulistanos e seus visitantes enfrentam diariamente na cidade.

As cidades conurbadas concentram 2,61 milhões de veículos, que revela uma taxa de crescimento média de 8,11% ao ano. Assim como em outras capitais, a taxa de crescimento dos municípios conurbados foi superior à da capital, sendo que em algumas cidades o índice de crescimento foi cinco vezes maior como, por exemplo, em Embu Guaçu, Francisco Morato e Itaquaquecetuba, que registraram elevações de 19,44%, 15,82% e 15,25% ao ano na sua frota de veículos..



Sistema Metroviário

O sistema metroviário da cidade é operado pela empresa estadual - Companhia do Metropolitano de São Paulo e por uma concessionária privada. Possui 5 linhas que atendem a 64 estações e que percorrem 74,3 km da cidade. O sistema mantém interligação com os trens urbanos, através de integração com linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e em outros terminais de transporte intermodal na cidade de São Paulo. O Metrô de SP transporta 4,5 milhões passageiros por dia.

Mesmo sendo o maior sistema metroviário do país, SP sofre com sérios problemas devido à falta de investimentos. Estes não cresceram na mesma proporção que a população da cidade, tornando o sistema insuficiente.



Trens metropolitanos

A malha ferroviária liga o município de São Paulo a cidades da região metropolitana, entre elas algumas cidades conurbadas. O sistema é operado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e atende 89 estações num total de 22 municípios, ao longo de seus 260,8 quilômetros de linhas operacionais. Todas as estações possuem conexões físicas com o metrô. Os trens metropolitanos apresentam os mesmos problemas de superlotação, sendo que em horários de pico chega a transportar 9 pessoas por m².

Ônibus

O sistema de transporte coletivo é gerido no município de São Paulo pela SPTrans e conta com 1.320 linhas de ônibus, que operam através de uma frota de 14.972 veículos. Em 2012, o sistema foi responsável por transportar 2,91 bilhões de passageiros. A operação é feita por concessionários privados. A relação frota / habitantes é de 751 passageiros por veículo.


Porto

O porto mais próximo da cidade é o Porto de Santos, considerado o maior do país. Sua área de influência primária, que concentra mais de 50% do PIB, abrange os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Cerca de 90% da base industrial do Estado de São Paulo está localizada a menos de 200 quilômetros do Porto de Santos. O Complexo Portuário Santista responde por mais de um quarto da movimentação da balança comercial brasileira e inclui na pauta de suas principais cargas o açúcar, o complexo soja, cargas conteinerizadas, café, milho, trigo, sal, polpa cítrica, suco de laranja, papel, automóveis, álcool e outros granéis líquidos.

Aeroporto

O Aeroporto Internacional André Franco Montoro (Guarulhos) possui capacidade para transportar 31,4 milhões de passageiros ao ano, mas já opera com 32.177.594 passageiros. O Aeroporto de Congonhas tem capacidade de 15 milhões passageiros/ano, enquanto transporta 16.775.785 passageiros.

 

Saneamento

Na capital paulista, apenas 0,16% dos domicílios não têm água canalizada (5.850 moradias). A cidade possui índices de abastecimento de água próximos à universalização, pois 99,09% dos domicílios são atendidos por uma rede geral de água. Nas cidades conurbadas, 0,74% dos domicílios não têm água canalizada. Sobre a forma de abastecimento, constata-se que 96,61% dos domicílios são atendidos por uma rede geral de água. Destaques positivos são os municípios de São Caetano do Sul e Taboão da Serra, com um índice de atendimento de 99,96% e 99,63%. Em contrapartida, os municípios que mantêm os piores índices são Juquitiba, com 58,59%, e Embu Guaçu, com 77,32%.

Apesar de apresentar bons índices de coleta de esgoto, ele pode ser considerado insatisfatório por se tratar do maior estado do país, evidenciando a necessidade de investimentos na área de saneamento. Do total de domicílios, 83,73% das residências têm como tipo de esgotamento sanitário uma rede geral de esgoto ou pluvial, enquanto 13,20% têm como tipo de esgotamento fossa séptica ou rudimentar, valas, rio, lago ou mar. Os demais 0,07% ou 9.548 domicílios não são atendidos por nenhum tipo de esgotamento sanitário. Na capital, os resultados são melhores, com índice de atendimento aos domicílios de 91,86% em uma rede geral ou pluvial, enquanto 8,10% dos domicílios têm outros tipos de esgotamento sanitário. 1.393 moradias paulistanas não são atendidas por nenhum tipo de esgotamento.

Do total de domicílios existentes no Estado, 98,23% possuem coleta de lixo. Deste universo, 93,50% têm como destino do lixo a coleta por serviços de limpeza. Nas demais 833 mil residências que representam 6,50% do total, o lixo é queimado, enterrado, jogado em terreno baldio, rio, lago ou mar. Já a capital apresenta ótimo índice para o destino do lixo, com 99,79% dos domicílios com coleta de lixo. Deste universo, 95,09% são coletados por serviços de limpeza e, nas demais 4,91% residências, o lixo é queimado, enterrado, jogado em terreno baldio, rio lago ou mar.