INFRAESTRUTURA

Em 25 anos, muita coisa acontece e muda a face das nossas cidades

O Rio de Janeiro entrou em decadência, a partir dos anos 60, com a transferência da capital federal para Brasília, embora mantivesse a sua economia fortemente dependente dos gastos federais na cidade, seja direta como indiretamente, mediante o pagamento dos servidores ativos e inativos.

Esse período de emboprecimento da sua população levou a uma grande expansão das favelas, já constituídas. Mas houve uma grande mudança da percepção sobre o fenômeno: de problema passou a ser visto como solução das demandas habitacionais, levando à mudança da atuação governamental. Em vez da remoção e reassentamento da população em locais distantes, passou-se a buscar a manutenção das famílias nas áreas ocupadas, buscando a melhoria de infraestrutura e serviços públicos, transformando as favelas em bairros.

Assim, nesses últimos 25 anos, a urbanização das favelas dominou as prioridades das ações governamentais (Programa Favela-Bairro), superando as atenções aos investimentos viários. A cidade também se dedicou à conservação e ao embelezamento de áreas pontuais (Projeto Rio-Cidade), essas com prazos curtos de validade, exigindo sucessivas intervenções.

Na área de infraestrutura, foram concluídas a Linha Amarela e Via Light (estadual), a expansão do sistema metroviário, com a sua privatização, assim como a do sistema ferroviário metropolitano.

Para abrigar os Jogos Panamericanos de 2007 foram implantados diversos equipamentos esportivos, como o Parque Aquático Maria Lenk, o Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão), a Vila Olímpica e a Arena do Rio.

Em 2011 a prefeitura do Rio se concentrou, principalmente, na implantação de diversos novos corredores viários por toda a cidade, visando à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016. Obras como a TransOeste, TransCarioca, TransOlímpica e o Túnel da Grota Funda vêm saindo do papel.

Além disso, uma série de obras de revitalização que vão preparar a cidade para os Jogos Olímpicos foram iniciadas, como aquelas da Zona Portuária, que envolvem a derrubada do Elevado da Perimetral.

O projeto principal é o Porto Maravilha, em implantação dentro do conceito de Operação Urbana pelo setor privado.

Entre outras obras implantadas no período pela prefeitura que impactaram o espaço urbano estão a Cidade do Samba, o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, as Escolas Padrão, o Hospital de Acari, o Planetário de Santa Cruz e a controvertida Cidade da Música.