INFRAESTRUTURA

Para conquistarmos a cidade que queremos,
temos que começar a planejar agora o futuro de Recife. Veja abaixo importantes questões que precisam ser pensadas para que seja definido o desenvolvimento da cidade.

A cidade que teremos decorrerá da manutenção das principais tendências verificadas nos últimos 25 anos, como a consolidação das novas centralidades, já fortemente verticalizadas, e a substituição da ocupação mais horizontalizada, resultando no afastamento da população de menor renda para áreas mais distantes.

A expansão será beneficiada pelo aumento de renda e movimento econômico propiciada pelos novos grandes empreendimentos na região metropolitana ou no seu entorno, principalmente o complexo portuário-industrial de SUAPE e a nova unidade da FIAT, esta em Goiana, próxima à divisa com a Paraíba.

O centro tradicional seguirá o seu processo de deterioração, com a transferência sucessiva de atividades econômicas de maior valor para outras áreas da região metropolitana.

As atividades do Porto de Recife tendem a perder movimento para o porto de Suape, apesar das tentativas de resistência e de revitalização do seu movimento.

O trânsito nas principais vias estará pior em função do aumento da frota de automóveis, mesmo com o funcionamento das novas linhas metroviárias programadas.

As obras do complexo portuário-industrial de Suape terão reflexo nas cidades próximas, mas afetando também a capital, pela migração dos ex-empregados. Uma parte poderá se deslocar para a região Norte, onde a Fiat está iniciando a implantação da sua nova fábrica.

A Cidade da Copa terá um processo de maturação lenta, ficando na dependência das obras de infraestrutura, dos serviços de transporte coletivo e do grau de utilização da Arena Pernambuco, até o momento fraco, sem a garantia de jogos dos principais clubes metropolitanos.

A chegada e a saída da capital para o interior estarão piores, com o aumento de movimento de cargas, com forte influência dos novos grandes empreendimentos.


A cidade que queremos

A Recife que queremos decorrerá tanto das ações públicas, como do comportamento da população na mudança de alguns padrões culturais.

A principal será a maior aproximação da moradia do trabalho, por parte daqueles que dispõem de maior renda e, com isso, dispõem de maior frota de veículos individuais. O comportamento mais desejável é que, embora não precisem abrir mão da posse dos veículos, utilize menos seus carros, preferindo se deslocar com meios coletivos ou por meios não motorizados, como a bicicleta.

Para isso os Poderes Públicos deverão propiciar transporte coletivo de qualidade e a infraestrutura de calçadas e ciclovias.

Na cidade que queremos os grandes projetos previstos pelos Governos Estadual e Municipal deverão estar implantados, como:

  • Prometrópole
  • Capiberibe melhor
  • Complexo turístico Cultural Recife-Olinda
  • Proest


As questões críticas em relação ao futuro do Recife

As principais variáveis

  • Recife (entendida na RMGR) continuará crescendo economica e demograficamente?
  • Que setores ou grandes empreendimentos sustentarão a continuidade do seu crescimento?
  • Ou dependerá apenas de um crescimento econômico orgânico, principalmente do setor de serviços?
  • O crescimento demográfico dependerá do crescimento orgânico ou de migrações? Migração inter ou intraestadual?
  • Haverá (ou não) a migração dos ex-empregados das obras de Suape para a capital?

Tendências de ocupação

  • Quais são as tendências de ocupação residencial da riqueza?
  • Boa Viagem ainda tem espaços para o desenvolvimento imobiliário? Para onde ela vai se expandir?
  • Quais são as perspectivas de crescimento dos bairros de Madalena e Torre?
  • Que outras novas áreas serão escolhidas pela riqueza?
  • Quais serão os impactos urbanos dessas novas áreas?
  • Serão acompanhadas de emprego ou estes continuarão no centro e nas mesmas áreas?
  • Onde estão os novos polos de escritórios e comércio?
  • Qual é a viabilidade de operações urbanas no centro tradicional?

As diretrizes da “mobilidade”

  • Qual será o impacto da Cidade da Copa? Será uma alternativa para a ocupação pela riqueza?
  • E o impacto de Suape?
  • E o novo polo industrial de Goiana? Será no Recife ou em João Pessoa?