INFRAESTRUTURA

Em 25 anos, muita coisa acontece e muda a face das nossas cidades

Recife, no início dos anos 90, já apresentava tendências que se consolidaram nos anos subsequentes, em duas grandes direções: a primeira promovida pelo mercado imobiliário e outra por exclusão deste mesmo mercado.

O mercado imobiliário, tanto residencial como comercial, promoveu o crescimento de Boa Viagem, na Zona Sul, e de Madalena e Torre, nas margens do Capiberibe, provocando a transferência de atividades econômicas e moradia de média e alta renda para essas novas centralidades, deixando para o centro tradicional as funções urbanas mais populares, sem as mesmas condições de promover a renovação urbana, levando a região à deterioração física.

A expansão dessas novas centralidades e seus entornos se fez com um processo de verticalização, alterando a característica horizontalizada da cidade de então.

Por outro lado, a população de menor renda, sem possibilidade de se manter em áreas mais valorizadas ou de ocupá-las, foi levada a se instalar irregularmente em áreas de risco, em encostas ou sujeitas a restrições ambientais.

As principais transformações da cidade foram promovidas pelo mercado imobiliário e por ações de urbanização de favelas, sendo a mais relevante a da favela Brasília Teimosa.

Na infraestrutura, a principal intervenção foi a construção e o início de operação do metrô, com duas linhas.