NÚMEROS DA CIDADE

Porto Alegre, a terceira entre as maiores metrópoles brasileiras, expandiu-se como a capital de uma economia de base agropastoril, mas de grande importância política por estar na fronteira com os países do Cone Sul.

O Estado desenvolveu-se industrialmente, sem abandonar a sua base rural, e vem passando por uma crise econômica, com taxas de crescimento baixas e inferiores à média brasileira, o que tem resultado numa perda de participação no PIB nacional.

A primeira onda de industrialização desenvolveu-se de forma descentralizada, com base nos setores metal-mecânico, moveleiro e outros a partir de empresas familiares, gerando alguns polos fora da Região Metropolitana, como Caxias do Sul.

A segunda onda já se aproximou da capital, contribuindo para a instalação de núcleos urbanos que, com a expansão, se conurbaram com a capital, formando a Região Metropolitana.

Já a terceira onda, baseada em grandes ou megaempreendimentos estatais ou privados de multinacionais, como a refinaria de petróleo em Canoas, o Polo Petroquímico em Triunfo e a GM em Gravataí, contribuiu para a consolidação da Região Metropolitana, na qual 17 municípios já são conurbados, formando a Grande Porto Alegre.

Essa industrialização, responsável pelo enriquecimento de Porto Alegre, mas também pela instalação da pobreza de forma ampla na capital, perdeu vitalidade, estando praticamente estagnada e sofrendo uma forte concorrência de produtos importados.

O Rio Grande do Sul e a Grande Porto Alegre sofrem o processo da desindustrialização.

Por outro lado, dois novos vetores emergiram com grande potencial para a revitalização da economia gaúcha e portoalegrense:

  • Indústrias de alta tecnologia
  • Construção naval de plataformas e navios para a produção de petróleo & gás na plataforma marítima brasileira

Assim, a Porto Alegre do futuro e sua região metropolitana, em 2040 dependerão de três grandes variáveis:

  • Sustentação da indústria tradicional do Estado, sujeita à forte concorrência internacional e sob risco de desindustrialização
  • Maturação positiva da indústria de alta tecnologia, ainda não consolidada
  • Continuidade dos investimentos da Petrobras, principalmente para a exploração e produção do petróleo & gás da camada pré-sal

Porto Alegre, como as demais grandes cidades brasileiras, vem apresentando uma queda acentuada nas taxas de crescimento, praticamente dependente do crescimento orgânico e com pequeno volume de migrações.

Com o desenvolvimento de novos polos de desenvolvimento e de emprego, poderá ocorrer um decréscimo de população na capital.

É uma perspectiva inusitada para o planejamento urbano, acostumado a raciocinar sempre com uma população crescente, determinando a ampliação sucessiva da demanda por serviços públicos e agravamento dos problemas.


Porto Alegre em números

Fundação: 26 de março de 1772
População: 1.409.351
Área: 496,827 km²
Densidade: 2 844,237 hab/km²
Habitantes na área urbana: 1.409.351
IDH: 0,865
PIB: R$ 43.038.100,00
Taxa média de desemprego da Região Metropolitana: 2,70




Transportes

Trem metropolitano

A Linha 1 da Trensurb atende os municípios de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo, pertencentes à Região Metropolitana de Porto Alegre. O sistema possui uma extensão total de 39 km, entre a Estação Mercado, em Porto Alegre, e a Estação Santo Afonso, no município de Novo Hamburgo. As estações estão em intervalos médios de 2,1 km, possuindo plataformas de embarque e desembarque de 190 metros de extensão.



Ônibus

A infraestrutura da rede de ônibus em Porto Alegre contava, em 2012, com aproximadamente 55 km de corredores exclusivos. Para acessar esta rede o usuário possuía 92 estações de embarque e desembarque, 5,6 mil pontos de paradas e uma frota de 1.701 veículos. A média de passageiros transportados por ano é de 323 milhões, enquanto a de passageiros transportados por mês é de 26 milhões.



Frota de veículos

Porto Alegre tinha em 2012 uma frota de 550.289 automóveis, com um elevado índice de motorização: um automóvel por 2,76 habitantes.

Concentra a frota estadual e metropolitana, mas vem perdendo participação face ao maior crescimento nos demais municípios da Grande Porto Alegre: na relação com os demais municípios, Porto Alegre passou de 48,24%, em 2008, para 44,48% em 2012. Isso se refletiu na queda de participação em relação ao total do Estado, passando de 18,21% em 2008 para 16,22% em 2012. Ou seja, o índice de motorização está crescendo mais rápido fora de Porto Alegre, o que significa a exportação dos problemas de congestionamento de trânsito para outras cidades.



Habitação

O déficit habitacional da Região Metropolitana de Porto Alegre é estimado em 97.133, representando 7% do total dos domicílios. Os aglomerados subnormais estão concentrados na capital, representando 65% do total do Estado, com 56.024 domicílios em 108 aglomerados, que localmente são caracterizados como vilas, compreendendo uma população de 192.843, que vivem em condições inadequadas de moradia e representam 14% da população total do município.

Quando consideradas as demais principais cidades da Grande Porto Alegre, esses números sobem para 240 mil pessoas em 164 aglomerados, constituindo-se no maior desafio social da metrópole gaúcha.

Embora tenha ocorrido uma substancial redução do número de pessoas por família nos aglomerados subnormais, persistem índices elevados, que comparativamente significariam o atraso de três décadas, isto é, estão próximos dos índices de 1980.

Saneamento

O Rio Grande do Sul apresenta bons índices de cobertura dos domicílios pela rede de distribuição: somente 34.497 domicílios não possuem água canalizada (0,96%). Já na capital, apenas 0,22% dos domicílios (1.120 moradias) não possuem água canalizada, sendo que 99,35% dos domicílios são abastecidos por uma rede geral. Nas cidades conurbadas, 21,36% dos domicílios não contam com água canalizada. Com relação à forma de abastecimento, apenas 85,75% dos domicílios têm o fornecimento de água realizado por uma rede geral.

Quanto à coleta de esgoto, no Rio Grande do Sul os níveis de atendimento do sistema de esgotamento sanitário são preocupantes, pois apenas 48,10% dos domicílios têm como tipo de esgotamento sanitário uma rede geral de esgoto ou pluvial, enquanto 51,24% têm como tipo de esgotamento fossa séptica ou rudimentar, valas, rio, lago ou mar. Os demais 0,66% ou 23.614 domicílios não têm nenhum tipo de esgotamento sanitário. Em Porto Alegre, o nível de atendimento é melhor, sendo que 85,88%% dos domicílios têm como tipo de esgotamento sanitário uma rede geral ou pluvial, e apenas 0,34% dos domicílios não possuem nenhum tipo de esgotamento sanitário.

Do total de domicílios existentes no Estado, 92,08% possuem o lixo coletado. Deste universo, 86,12% têm como destino do lixo a coleta por serviços de limpeza. Nos demais 499.766 domicílios, o lixo é queimado, enterrado, jogado em terreno baldio, rio, lago ou mar. Porto Alegre possui bons índices, já que 99,72% dos domicílios contam com coleta de lixo. Deste universo, 96,08% é coletado por serviços de limpeza e apenas em 19.908 residências o lixo tem outro destino.


* Os dados constituem as versões mais atualizadas (2008 a 2012) das seguintes fontes: IBGE, Denatran, Prefeitura de Porto Alegre, Governo do Estado do RS e Secretaria de Habitação de Porto Alegre. Eles foram compilados e analisados pelo Depto. de Dados Setoriais do Sinaenco.