NÚMEROS DA CIDADE

João Pessoa é ainda uma das pequenas capitais do Nordeste na área de influência de centros maiores, com grande margem de crescimento demográfico e oportunidade para planejar a cidade desejada para 2040.

A Grande João Pessoa, envolvendo os cinco municípios conurbados com a capital (João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Conde e Santa Rita), superou, em 2010, o total de um milhão de habitantes.

Já a região metropolitana, oficialmente com 13 municípios e com área total de 3.134,8 km², conta com 1.198.876 pessoas, das quais 1.116.044 em área urbana, com densidades díspares entre os municípios e média de 382,35 hab/km².

A atuação do Estado vizinho pode impactar profundamente João Pessoa: Pernambuco está promovendo um grande esforço de desenvolvimento, com uma agressiva atuação para a atração de investimentos privados, sendo que o principal deles, o da Fiat, escolheu o município de Goiana, na divisa com a Paraíba, nas margens da BR 101 - Norte, a principal via estrutural que liga as principais cidades do Nordeste.

A fábrica da Fiat deverá envolver cerca de 4,5 mil trabalhadores na operação, dos quais muitos engenheiros e outros profissionais de nível superior e de maior remuneração. Não será uma mega fábrica isolada, mas a base de um polo industrial que já conta com outros empreendimentos, como o complexo farmoquímico e uma fábrica de vidros planos, e que deverá atrair outras fábricas.

Por estar a 51 kms de João Pessoa, com boa acessibilidade, e a 62 kms do Recife, com o trecho suburbano da capital pernambucana, permanentemente congestionada, o principal centro de compras da renda gerada pela massa salarial da Fiat deverá ser João Pessoa, com forte influência sobre a sua estrutura urbana.

De outra parte, João Pessoa deverá ser a principal cidade dormitório dos funcionários graduados da Fiat, em função da oferta dos serviços de educação para os filhos e de saúde, de melhor qualidade que Goiana.

Já os funcionários menos graduados deverão se situar mais próximos à fábrica, em Goiania ou mesmo na Paraíba, atraindo os ex-empregados das obras que, em geral, resistem em sair da área em que se instalaram durante a construção do empreendimento.

A previsão da empresa é empregar 7 mil trabalhadores para a construção da obra, dos quais a maioria se tornará ex-empregados, sem novo emprego formal.

Pernambuco terá a longo prazo os benefícios fiscais da instalação das fábricas – uma vez que a curto prazo os benefícios são das empresas –, mas arcará com os ônus sociais do aumento da pobreza que ocorre na sequência da implantação de grandes empreendimentos, como verificado em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e outros municípios. Durante a construção está previsto o emprego de 7 mil trabalhadores, que tornar-se-ão ex-empregados após o término das obras ou de fase delas, permanecendo na região, na esperança de novos empregos. Enquanto isso vão ocupar ou ampliar as favelas.

Já os bonus tenderão a ficar com João Pessoa, pela irrigação e multiplicação da renda transferida aos funcionários.

João Pessoa, no entanto, não ficará imune à atração da pobeza que irá se instalar na periferia no entorno da BR 101, mais próxima ao polo industrial. Cabe lembrar que essa ocupação dependerá da maior ou menor disponibilidade dos transportes coletivos que, de acordo com a repartição constitucional, dependerão de outorgas do Governo Federal, através da ANTT.

Por ser uma situação especial, essa disponibilidade poderá ser baixa, desfavorecendo a ocupação da pobreza decorrente do polo industrial de Goiana, na Paraíba.

Diante dessas circunstâncias, João Pessoa deverá sofrer profundas alterações nos próximos 25 anos, podendo contrair todas as doenças e mazelas das grandes cidades ou se tornar o modelo da cidade sustentável, concorrendo com Curitiba para essa posição.


João Pessoa em números

Fundação: 5 de agosto de 1585
População do município: 723.515
População do estado: 3.766.528
Área: 211,5 km²
Densidade: 3421,3 hab/km²
Habitantes na área urbana: 720.954
IDH: 0,783
PIB: R$ 9.805.587,00
Taxa média de desemprego do município: 11%



Habitação

O total de domicílios da Grande João Pessoa, em 2010, alcançou 297.392 unidades, das quais 213.140 em João Pessoa.

O número de pessoas por domicílio vem seguindo uma trajetória decrescente, como todas as demais regiões metropolitanas. O seu índice é de 3,39 habitantes por domicílio.

Do total de domicílios existentes no estado da Paraíba, 3,36% deles ou 36.680 são aglomeradas subnormais (assentamentos irregulares conhecidos como favelas, invasões, entre outros), e são responsáveis por concentrar 3,48% da população do estado. Em João Pessoa, o número de domicílios nestas condições representam 11,95% ou 25.524 das moradias, onde residem mais de 91 mil pessoas, ou 12,69% da população do município.

Nas cidades conurbadas, os números dos aglomerados subnormais são menores e totalizam 2.911 moradias, onde vivem por volta de 10 mil pessoas, que representam somente 3,80% da população residente.

O déficit habitacional na Paraíba totaliza a necessidade de 104.699 moradias. Em âmbito nacional este déficit representa um percentual de 1,88%. A Prefeitura de João Pessoa estima que o déficit na capital é de 23.025 unidades habitacionais.


Transportes

Carros

Os veículos em João Pessoa representam 43,27% da frota do estado da Paraíba, porém essa participação vem diminuindo ao longo dos últimos 05 anos, possivelmente influenciada pelo crescimento advindo das cidades conurbadas e região metropolitana. Na capital, a média de crescimento gira em torno de 8,21% ao ano, mas nas cidades conurbadas essa taxa é levemente superior, com um aumento de 9,57%.



Transporte coletivo

Com 30 km de extensão, o Sistema de Trens Urbanos em João Pessoa é composto por 4 locomotivas e 24 carros de passageiros, formando 2 composições que realizam 28 viagens diárias, interligando os municípios de Cabedelo, João Pessoa, Bayeux e Santa Rita, na Grande João Pessoa. O sistema da CBTU João Pessoa possui 9 estações e transporta, em média, 8 mil passageiros/dia. Quanto aos ônibus, a cidade possui 90 linhas, que transportam em média 281 mil passageiros por dia.



Aeroporto

O Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto possui capacidade para transportar 2,3 milhões de passageiros/ano, sendo que o movimento em 2012 foi de 1.252.359 passageiros.

 

Saneamento

Do total de domicílios da Paraíba, apenas 84,87% possuem água canalizada, os 15,13% restantes ou 163 mil moradias não possuem água encanada. Dos 223 municípios existentes, em 17 deles não existe nenhum tratamento na água. Do total de municípios, 76,71% dos domicílios são abastecidos por uma rede geral, enquanto os 23,29% restantes mantêm outra forma de abastecimento (poços, rios nascentes etc). Na área urbana este índice sobe para 94,07%, sendo que apenas 5,93% das moradias têm outras formas de abastecimento. Já em João Pessoa, apenas 0,29% dos domicílios não têm água canalizada. O município mantêm bons índices de atendimento, sendo que 96,39% dos domicílios são abastecidos por uma rede geral. Nas cidades conurbadas, 4,21% dos domicílios não têm água canalizada. Sobre a forma de abastecimento, os municípios de Bayeux e Cabedelo mantém um nível de atendimento alto, com 95,25% e 97,31%, seguidos por Santa Rita, com 82,11% dos domicílios atendidos por uma rede geral. O município de Conde apresenta um péssimo resultado, com um nível de abastecimento por rede de apenas 54,64%.

Quanto à coleta de esgoto, na Paraíba a universalização do sistema está longe de ser alcançado, pois o estado detém um sério problema de carência de atendimento aos domicílios. Do total de domicílios, apenas 39,94% têm como tipo de esgotamento sanitário uma rede geral de esgoto ou pluvial, enquanto a grande maioria - 54,52% - tem como tipo de esgotamento fossa séptica ou rudimentar, valas, rio, lago ou mar. Os demais 5,53% de domicílios não são atendidos por nenhum tipo de esgotamento sanitário. Na capital João Pessoa, os resultados são melhores, mas insuficientes: o índice de atendimento aos domicílios é de 56,82%, que têm como tipo de esgotamento sanitário uma rede geral ou pluvial. As demais 42,91% moradias possuem outras formas de abastecimento e apenas 0,27% não são atendidos por nenhum tipo de esgotamento.

Do total de domicílios existentes, 77,67% possuem o lixo coletado. Deste universo, 70,58% têm como destino do lixo a coleta por serviços de limpeza. Nos demais 317.926 ou 29,41% das residências, o lixo é queimado, enterrado, jogado em terreno baldio, rio, lago ou mar. A cidade de João Pessoa apresenta bons índices para o destino do lixo: 99,20% dos domicílios possuem coleta de lixo e, deste universo, 96,61% é coletado por serviços de limpeza e apenas 3,39% das residências têm lixo é queimado, enterrado, jogado em terreno baldio, rio lago ou mar.