INFRAESTRUTURA

Para conquistarmos a cidade que queremos,
temos que começar a planejar agora o futuro de Goiânia. Veja abaixo importantes questões que precisam ser pensadas para que seja definido o desenvolvimento da cidade.

Decréscimo populacional

Goiânia, como as demais capitais metropolitanas, vem apresentando um decréscimo na taxa de evolução demográfica, embora seja ainda uma das que apresenta maior taxa de crescimento entre elas. Dada a carência de áreas para uma expansão horizontalizada, tenderá a continuar perdendo população a favor dos municípios vizinhos, que abrigam volume maior de imigrantes pobres. A periferização da pobreza leva o crescimento demográfico para os demais municípios conurbados. No entanto, se prevalecer o modelo da cidade compacta, com verticalização, poderá ocorrer a manutenção das taxas de crescimento demográfico, associada à ascensão social.


Deslocamento dos atrativos da imigração

Dentro da macrorregião, a atração dos imigrantes de menor renda para o entorno de Brasília reduziu a pressão imigratória sobre a Região Metropolitana de Goiânia. No entanto, eventuais restrições nas contas públicas federais que levem à redução dos empregos na capital federal poderá fazer refluir o movimento migratório para a Grande Goiânia. Uma nova crise fiscal poderá promover uma nova corrente migratória para o entorno de Goiânia.


A capital da classe média

Este processo de urbanização, de característica centrífugas, com a periferização da pobreza, tenderá a reforçar a ocupação da capital pela classe média, com o afastamento da pobreza para os demais municípios da Região Metropolitana, com repercussões políticas, sociais, ambientais e, principalmente, na mobilidade urbana. Goiânia continuará sendo o principal polo de trabalho e emprego, com o deslocamento diário dos trabalhadores de todas as classes para esses polos, sobretudo no centro principal.

Industrialização x preservação

O grande debate na revisão do Plano Diretor girou em torno da faculdade e promoção da industrialização x preservação de áreas verdes. De um lado, a industrialização de Goiânia tem o apoio dos que entendem que há um esvaziamento econômico da capital a favor das cidades vizinhas e outras, devendo a prefeitura promover e facilitar a instalação industrial. De outro estão os defensores da preservação dos ambientes naturais e do verde. A industrialização gera empregos e dá maior suporte econômico à prefeitura e à própria cidade. A sua expansão, no entanto, compromete as melhores condições de sustentabilidade ambiental da cidade.

A capital do agronegócio

O agronegócio brasileiro tem caráter mundial, sendo um dos principais suportes do comércio exterior, e tem os seus centros de negócios em várias localidades, sem um predominante que sedie as principais tradings operadoras de commodities agrícolas , concentrando as operações comerciais. Provavelmente o principal centro atual é a cidade de São Paulo, sem especialização no setor. Goiânia tem potencial para disputar a posição de centro nacional do agronegócio, embora isso não esteja na pauta dos governantes, tampouco nos planos urbanísticos.

 

Estrutura urbana

A tendência moderna é da cidade compacta, como modo de estruturação das cidades, compolos de atividades múltiplas, favorecendo os deslocamentos não motorizados. Novos polos de escritórios podem ser desenvolvidos pelo mercado imobiliário, mas ainda próximos ao centro. A periferização da riqueza é um processo inevitável, porém em Goiânia teria restrições para sua expansão, por falta de áreas aprazíveis e pela legislação ambiental.


Estruturação do Sistema de Transportes Coletivos

Segue a tendência de atender as demandas constituídas, com discussão sobre o modo a ser adotado. Prevaleceu o modo BRT, sob a alegação de que tem um custo de construção menor e é mais rápido de se implantar. Porém pode ficar saturado em pouco tempo, retornando as controvérsias sobre o modal. De toda forma, dentro da perspectiva de atender as demandas reprimidas, fortalece o processo de periferização, promovendo a expansão horizontalizada, em oposição à cidade compacta.

 

Aumento da frota de veículos e congestionamentos

Goiânia já tem um índice elevado de habitante por carro, reflexo do aumento da classe média na cidade. A Grande Goiânia apresenta índices de menor motorização, dada a maior participação da população de renda baixa, ainda com menor acesso ao automóvel particular. A tendência é piorar as situações e índices de congestionamento nas vias principais, principalmente nos horários de pico. A evolução do transporte coletivo será capaz de conter essa tendência?