NÚMEROS DA CIDADE

A cidade de Fortaleza tem mais de 2,4 milhões de habitantes, tornando-se a quinta capital do país em termos de população e a segunda da Região Nordeste. É a cidade nordestina com a maior área de influência regional e possui a terceira maior rede urbana do Brasil em população.

A Grande Fortaleza, com uma mancha urbana que se estende por 5 municípios, teve um crescimento explosivo até os anos 90, em função da imigração rural expulsa pelas condições climáticas adversas, resultando em inúmeras favelas na capital. Dados de 1991 indicavam que cerca de 30% da população de Fortaleza morava em favelas. Embora o crescimento demográfico posterior tenha se arrefecido, as suas taxas ainda são relativamente altas.

Fortaleza tem o 9º maior PIB municipal do país e o maior do Nordeste, com R$ 37,1 bilhões. A cidade é ainda um importante centro econômico do Brasil, com o sétimo maior poder de compra do país.

No turismo, a cidade alcançou a marca de um dos destinos mais procurado no Brasil. Fortaleza possui um comércio muito atuante e diversificado, que em nada fica a dever aos maiores centros do país.

A produção industrial está atualmente descentralizada entre os demais municípios da Grande Fortaleza. Os grandes investimentos geradores de empregos e renda são de natureza estatal ou concedidos, estando o crescimento da região fortemente dependente da sua efetivação.


Fortaleza em números

Fundação: 13 de abril de 1726
Área: 314,9 km²
Densidade: 7786,52 hab / km²
IDH: 0,786
PIB: R$ 37.106.309,00
População de Fortaleza: 2.452.185
População da Grande Fortaleza (5 municípios): 3.218.905
População do Estado: 8.452.381





Habitação

O déficit habitacional no Ceará totaliza a necessidade de 276.915 moradias, o que representa um percentual de 4,99% em âmbito nacional. Na Região Metropolitana de Fortaleza, o déficit habitacional totaliza a carência 103.979 moradias, com uma participação estadual de 37,55%. Se considerada apenas a área urbana, esse percentual se eleva para 54,25%. Do total de domicílios existentes no estado do Ceará, 5,11% ou 121 mil encontram-se na condição de aglomerados subnormais (assentamentos irregulares conhecidos como favelas, invasões, entre outros), e são responsáveis por concentrar 5,24% da população do estado. Em relação a Fortaleza, o número de domicílios nestas condições representam 15,34% ou 109 mil moradias, onde residem em condições precárias por volta de 396 mil pessoas ou 16,19% da população do município. A taxa é alta e revela uma participação no déficit do estado de 90,06%.


Transporte

A frota do estado do Ceará registrou um crescimento médio de 9,31% ao ano, entre 2008 e 2012. Já em Fortaleza, a taxa média de crescimento do número de veículos foi de 6,75%, uma variação menor do que a taxa estadual, totalizando 475.466 veículos. Mesmo com uma queda na participação de sua frota no total estadual, a capital cearense ainda mantém uma alta representação, de 60,31%. Em contrapartida, as cidades conurbadas mantiveram uma elevação maior, com um índice médio de 13,94%. Assim como em outros estados, as cidades conurbadas vêm apresentando um crescimento superior ao da capital, sendo que nos últimos anos vêm registrando um crescimento médio de 13,94%. Na última década, o número de veículos em Fortaleza obteve um crescimento acumulado (2002 – 2012) de 74,23%, enquanto que nas cidades conurbadas a frota foi duplicada, com elevação de 216,46%.

O sistema de transporte coletivo de Fortaleza é operado pela empresa municipal Etufor (Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza S.A). A cidade possui 7 terminais fechados integrados e 2 terminais abertos não integrados. Por volta de 1 milhão de passageiros utilizam o sistema de transporte público diariamente. O sistema trabalha com 263 linhas de ônibus regulares e a frota operante é de 1.923 veículos, variando de mês para mês. Já a idade média é de 4,3 anos, sofrendo alteração conforme a entrada e saída de veículos do sistema.

Em 1997 foi criada a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos – METROFOR, empresa de economia mista com participação majoritária do Governo do Estado do Ceará. A primeira linha de metrô foi inaugurada apenas em 2012 e as obras da linha leste estão por iniciar. Há projetos para implantação de mais linhas de VLT e de viário urbano. As linhas disponíveis atendem o município e também algumas regiões conurbadas, possuindo 18 estações que percorrem 15 km da cidade e atendem por volta de 400 mil passageiros diariamente.

O porto da cidade é o Porto de Mucuripe, considerado um dos principais do país. É operado pela Companhia de Docas do Ceará e é um importante fator de desenvolvimento do estado. Sua área de influência abrange os estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba, estendendo-se também às regiões Norte, Centro-Oeste e ao Vale do São Francisco. Sua localização privilegiada o mantém próximo aos mercados da América do Norte e Europa, permitindo o atendimento a empresas de navegação com linhas regulares destinadas a portos dos Estados Unidos, Canadá, América Central, Caribe, Europa, África e países do Mercosul.

O Aeroporto Internacional Pinto Martins possui capacidade para transportar 6,2 milhões de passageiros ao ano. Em 2012, chegou a 5.964.223 passageiros.

Saneamento

Do total de domicílios existentes no Ceará, 12,99% ou 307 mil residências não possuem água canalizada, enquanto 77,22% são abastecidos por uma rede geral. Considerando apenas a área urbana, o índice é melhor, pois 90,51% dos domicílios são abastecidos por uma rede geral, sendo que os 9,49% das moradias restantes mantêm outras formas de abastecimento. Já em Fortaleza, apenas 1,62% dos domicílios não têm água canalizada (11.485 moradias): a cidade possui bons índices de abastecimento, já que 93,31% dos domicílios são atendidos por uma rede geral de água. Nas cidades conurbadas, 9,79% dos domicílios não têm água canalizada. Sobre a forma de abastecimento, constata-se que somente 78,78% dos domicílios são atendidos por uma rede geral de água. Quase todas as cidades conurbadas possuem índices de atendimento medianos, porém o município de Aquiraz mantém o pior resultado, com atendimento por rede geral de apenas 19,69%.

O estado do Ceará apresenta baixos índices de atendimento por esgotamento sanitário, evidenciando a necessidade de investimentos na área de saneamento. Do total de domicílios, apenas 32,76% das residências têm como tipo de esgotamento sanitário uma rede geral de esgoto ou pluvial, enquanto 45,43% têm como tipo de esgotamento fossas rudimentares e 7,24% não possuem nenhum tipo de destino para o esgoto. Em Fortaleza, os resultados são mais altos por se tratar de uma capital, mas ainda assim são insatisfatórios. O índice de atendimento aos domicílios por uma rede geral de esgoto é de 59,46%, e um grande percentual de domicílios ainda é atendido por fossa rudimentares: 21,66%. Nas cidades conurbadas, os índices de atendimento são insatisfatórios, sendo que apenas 35,21% dos domicílios são atendidos por uma rede geral de esgoto e a maioria - 41,71% - tem como tipo de esgotamento as fossas rudimentares.

Do total de domicílios existentes no Ceará, 75,34% possuem coleta de lixo. Deste universo, 60,97% tem como destino do lixo a coleta por serviços de limpeza. Nas demais 923 mil residências, que representam 39,03% do total, o lixo é queimado, enterrado, jogado em terreno baldio, rio, lago ou mar. Em Fortaleza, os índices são bem melhores para o destino do lixo: 98,75% dos domicílios possuem coleta de lixo e, dentro deste universo, 93,47% é coletado por serviços de limpeza. Nas demais 6,53% das residências o lixo é queimado, enterrado, jogado em terreno baldio, rio lago ou mar. Nas cidades conurbadas, do total de lixo produzido 86,47% são coletados e em 25,34% dos domicílios restantes o lixo é queimado, enterrado, jogado em terreno baldio, rio lago ou mar.