INFRAESTRUTURA

Para conquistarmos a cidade que queremos,
temos que começar a planejar agora o futuro de BH.
Veja abaixo importantes questões que precisam ser pensadas para que seja definido o desenvolvimento da cidade


Vetor Norte x Vetor Sul

A evolução, tanto natural como induzida do vetor norte, entra em conflito com a preferência da população de alta renda pelo vetor sul, em condomínios fechados, atraindo a classe média para o seu entorno e gerando demanda para o comércio e serviços mais sofisticados.

Essa população escolheu o Savassi, ainda dentro da área central, como o principal sítio de gastronomia, comércio e serviços.

Com a perspectiva do vetor norte abrigar o principal centro de negócios e de emprego, atraído pelo novo Centro Administrativo Estadual, os dirigentes e os trabalhadores mais qualificados terão que se deslocar diariamente do vetor sul para o norte, percorrendo grande distâncias de automóvel. Quais serão as reações?

  • Resistir e não mudar os escritórios e base de outras atividades econômicas do centro e do vetor oeste, ainda que fiquem distantes do Centro Administrativo e de um eventual novo polo de negócios, mantendo a residência no vetor sul

  • Transferir o meio de deslocamento, passando para o transporte coletivo nos corredores

  • Mudar os escritórios para o vetor norte, e também a residência, aproveitando os condomínios hoje criados para a segunda residência

  • Pressionar pela efetivação do novo Anel Rodoviário, proporcionando maior facilidade de acesso entre os vetores sul, oeste e norte


  • Novo Centro x Centro Velho

    Com a polinucleação e o desenvolvimento de três outros centros de primeiro nível, o que ocorrerá no futuro com o centro tradicional, que já perdeu as sedes dos órgãos do governo estadual?

    Irá se degradar ou encontrará uma função diferenciada que o manterá vivo e dinâmico?


    Transporte Público x Transporte Privado

    De um lado estão os usuários do automóvel que não se interessam em mudar de modo de deslocamento, mesmo que isso implique em maior tempo de viagem pela geração crescente de congestionamentos.

    São favorecidos pelos benefícios fiscais proporcionados pelo Governo Federal para manter os níveis de produção da indústria automobilística e pressionam pela solução de gargalos no trânsito.

    De outro estão os que defendem a preferência pelo transporte público, priorizando os investimentos nesses serviços, em detrimento dos investimentos em vias de uso comum. Os projetos de mobilidade urbana para a Copa buscaram o equilíbrio entre as duas posições.